Na série “A Rota das Monções”, Eli Franqui e sua equipe mostram o caminho percorrido pelos bandeirantes no século quinze. A viagem começa em Porto Feliz, São Paulo, e tem como destino a cidade de Cuiabá, Mato Grosso.

As grandes expedições de comércio com destino ao sertão da então colônia portuguesa foram chamadas de Monções. Essa viagens colaboraram para o alargamento das fronteiras brasileiras.

As monções, que costumavam ser longas, começavam em Porto Feliz e eram organizadas por paulistas e portugueses, que navegavam em canoas feitas de troncos de madeiras por lugares, até então, desconhecidos.

A equipe de reportagem percorreu o caminho dos bandeirantes até Cuiabá. Durante a série você verá as dificuldades encontradas pelos aventureiros e as transformações que o local sofreu após quase três séculos.
 
 
 5º DIA

No Pantanal norte no rio Cuiabá tivemos em um lugar conhecido como aterrado. O local é um deposito de lixo milenar dos índios. Quando chegamos lá tivemos problemas com um grupo de índias. Elas não queriam permitir que nós filmássemos o lugar, mas depois de muita conversa acabaram concordando. Mas, na hora de ir embora tivemos mais um problema: Uma das índias segurou a corda do barco e não queria soltar de jeito nenhum. O historiador Paulo Pitaluga estava prevenido. Ele tinha um canivete bem afiado no bolso e resolveu o problema cortando a corda.

Enfim conseguimos seguir viagem. Durante a nossa passagem por Pantanal encontramos uma árvore conhecida como ximbuva, que os bandeirantes usavam para fazer os batelões e espadas do século XVIII, que era utilizada pelos desbravadores.
 4º DIA

O mais interessante dessa parte da viagem foi uma passagem engraçada. A equipe foi tentar chegar ao local onde antes desembarcavam as expedições no Ribeirão Capim Branco, que é um afluente do Rio Pardo. Como as aparências enganam, o Capim Branco parece ser inofensivo, mas é cheio de curvas, corredeiras e cachoeiras.

O nosso corajoso piloto, Chico Ortega, achou que dava para passar em um ponto onde havia muita vegetação e cipó. Todos da equipe desceram do barco e lá foi o Chico acelerando o motor no máximo, não deu outra, o barco acabou naufragando. Foi uma correria para salvar piloto, barco e motor, mas deu tudo certo ou quase pois só no dia seguinte conseguimos chegar ao lugar planejado. A fazenda que tem o nome de “Desembarque”.
 3º DIA

Depois de cinco dias de viagem o tempo mudou, mesmo sem chuva a temperatura caiu bastante! Sorte que todos da equipe estavam preparados para seguir a viagem agasalhados. O principal imprevisto que tivemos neste trecho foi do rio Paraná na inclusa da hidrelétrica de Jupiá.

A câmara, que é uma espécie de elevador aquático, estava com defeito, não esvaziava! Com isso, perdemos um tempo enorme e só foi possível passar no dia seguinte. Neste dia tivemos que dormir em Castilho.
 2º DIA

O segundo trecho do rio Tietê apresenta uma mudança impressionante! O rio, que vira reservatório da hidrelétrica de Barra Bonita, passa a ter vida novamente. O Velho Anhembi, como o Tietê era conhecido pelos índios, vira a 'casa' de aves aquáticas e peixes.

Nós fizemos esse trecho no fim de semana e, como diz os versos do poeta Carlos Drummond de Andrade, o rio vira a praia do interior. Esportes náuticos, pescaria e passeios em barcos de turismo é uma rotina dos feriados e fins de semana.

O local também marca o início da hidrovia Tietê – Paraná, que tem grande importância para o escoamento da safra de grãos do Centro Oeste rumo a São Paulo
 1º DIA

No primeiro dia de gravação tivemos um atraso! As gravações com os atores demorou um pouco além do previsto. Nada além do normal, pois uma reportagem especial como essa, é assim mesmo, tem os seus contratempos. Mas seguimos em frente, no meio do caminho encontramos outros imprevistos como a hélice quebrada, que mostramos na reportagem, e assim tivemos que trocar.

Acabamos tendo que dormir em Tietê. No dia seguinte, continuando o caminho, conseguimos chegar em Anhembi. Esse é o único trecho do rio Tietê onde a água ainda é corrente, não tem barragens! Isso ajuda a você sentir como era a viagem dos desbravadores. Apesar de que agora o problema é a poluição. Pois o rio sofre os efeitos de toda a sujeira que vem da grande São Paulo. Quase não tem peixes, enfim é um cenário que a gente não gostaria de ver.